nossos japoneses: jaime nakamura

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Jaime é a gentileza em pessoa. Talvez eu ache que isso seja o que ele tem de mais japonês, além do sobrinho sansei dele. Jayme é de família de Okinawa, com que eu aprendi que nem todo japonês come só sushi: na região, o mais comum é comer tubérculos e tofu.

 

Sua árvore genealógica: quem veio do Japão, quem já nasceu aqui?

Minha bisavó, avó, meu pai e dois tios vieram para o Brasil em 1957, fugindo da guerra no Japão. Minha mãe é filha de japoneses, e conheceu meu pai no Brasil. Como a referência de geração se faz pela nacionalidade do pai, sou considerado a primeira geração de filho de japoneses nascido no país: sou nissei. Ainda não tenho filhos, assim como meu irmão. No entanto, minha irmã já tem um filho (veja a fofura da foto acima), que irá completar o primeiro aniversário neste mês de março de 2008. O nome do meu sobrinho é Bruno Hideki Nakamura Calabrez, que é neto de japonês e é considerado sansei.  

 

O que tem de mais japonês em São Paulo?

Eu realmente fico admirado com as festividades das comunidades e colônias espalhadas não só pelo estado, mas por todo o país. Os japoneses trouxeram suas tradições e cultura os quais repassam para as novas gerações. Inclusive, imagino que os “japoneses do Brasil” são mais rigorosos que os “japoneses do Japão”, uma vez que deixaram o país natal há muito tempo e mantêm os valores que receberam no passado. Em Santo André, meu pai freqüenta o clube Uruma, que é composto por japoneses e descendentes da região de Okinawa. Aqui em São Paulo, é impossível não mencionar o bairro da Liberdade, com seus encontros festivos, religiosos, canções, dança e sessões de cinema. Quer ver uma loja McDonald´s com escrita japonesa? Lá tem!

 

Restaurante para ir

Eu não costumo frequentar restaurantes japoneses badalados. Prefiro àqueles onde me sinto mais à vontade, bem da casa. Costumo ir ao restaurante Sushi Den, que fica perto de casa e onde sou tratado com mais atenção e onde posso curtir a arte de se montar os pratos bem de perto. É um local pequeno, discreto, mas que me oferece o que eu busco num restaurante japonês: ótima comida e atendimento cordial.

 

Música para ouvir

Na verdade tenho referência limitadíssima sobre a música japonesa… conheço algumas bandas pops… de Pizzicato Five à Loudness. Acredito que o que mais marcou pra mim foram as músicas típicas de Okinawa, que meus pais sempre ouviram e marcaram minha infância. São as “canções de Utiná”, como diria meu pai, que até hoje toca este estilo de música.  

 

Influências e tradições: o que é mais japonês em você? O que é mais brasileiro em você?

Num primeiro instante, é impossível negar os olhos puxados: tá na cara e é o óbvio. Mas acredito que mais forte que os “olhos” sejam os valores relacionados à dedicação e perseverança – muito fortes na cultura japonesa. O que carrego de mais Brasil em meu coração é a felicidade e a alegria, que se refletem no gosto pelo samba, futebol e a feijoada. É muito bom sentir estas influências de Brasil e Japão na construção de nossas personalidades.

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