setembro 24, 2008...3:35 pm

nossos quase-japas: alan terpins

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É muito fácil encontrar por aí gente que estude espanhol, inglês, francês e, agora, com a China comandando a expansão comercial do mundo, chinês. Mais raro é encontrar um brasileiro, com sobrenome nada japonês, que se dedique a estudar a língua japonesa. Curiosas com os motivos que levaram o produtor executivo Alan Terpins a estudar japonês, fizemos esta breve e esclarecedora entrevista.

 

Como surgiu o teu interesse pela cultura japonesa? Comida? Quadrinhos? ? Nikeys? Ou? Ou?

Cultura japonesa sempre esteve, bem pouco é verdade, presente. Desde criança como sushis e sashimis (apesar de não ser minha comida predileta). E, de vez em quando, minha mãe me levava na feira da Liberadade. Mas o interesse maior veio mesmo depois de umas férias que passei no Japão há cinco anos. A experiência foi o máximo. Sem guias nem roteiros, sem falar nada de japonês e os japoneses mal falando inglês (quando falam, não dá pra entender mesmo!)… Voltando da viagem conheci uma paulistana aeromoça da Japan Airlines, que me deu o telefone de umas professoras de Japonês. Liguei na semana seguinte e desde então estudo o NIHON GO.

Nessa sua viagem ao Japão, que cidades você conheceu, o que mais te impressionou?

Fui até Tokyo, Yokohama, Kyoto e Osaka. Inacreditável. É difícil mesmo explicar o Japão. Cada cidade é um mundo totalmente diferente do outro. E todos eles não têm nada a ver com o que estamos acostumados por aqui. Só indo pra sentir a maluquice boa que é o Japão.

O que você acha que tem no Japão que não tem na Liberdade? E ao contrário, que só tem na Liberdade?

A organização. Por mais que você veja em filmes ou fotos aquele mundo de pessoas atravessando as ruas movimentadas de Tokyo, é tudo muito organizado.  E ninguém se atreve a não organizar. O respeito ao próximo e ao seu espaço é uma constante também, coisa que na Liberdade não vemos muito. E os restaurantes também são um pouco diferentes dos daqui. Cada restaurante tem sua especialidade, enquanto que aqui, quando falamos em restaurante Japonês, entende-se por um lugar que serve todas as especialidades japonesas.

Estudar japonês é só diversão?

E suor!

O que o Japão traz de referência para o teu trabalho?

Eu trabalho na música e na publicidade, e o Japão é referência sim. A cultura pop japonesa é um must tanto na música quanto na propaganda. E o lado tradicional também está presente, com a calma e a sabedoria. Se bem que no dia-a-dia é a correria, como nos metrôs de Tokio que impera.

Arigatô, meu caro!


Domo arigatô!


Entrevista com Alan Terpins, 33 anos, Produtor Executivo da produtora de som A Voz do Brasil
Fotos de Tainá Azeredo

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