Dario Tadeu Sakumoto Pires é um dos nossos japoneses que, de volta às origens, procura resgatar um pouco da nossa cultura de país tropical e mostrar toda a alegria e riqueza brasileira por lá. É isso que ele faz com seu grupo de pagode Novo Eskhema e o projeto Bate Lata, que desenvolve no colégio Dom Bosco, em Komaki (Aichi) onde estudam muitos dekaseguis.
O projeto pretende resgatar um pouco da cultura brasileira, estimulando os alunos a tocarem instrumentos musicais, especialmente percussão, feitos de materiais recicláveis.
Logo após chegar ao Japão, em 1995, Dario, cujo pai também é músico, quis fazer algo que fosse relacionado à música brasileira no país, realizando um intercâmbio cultural. Foi aí que surgiu a idéia do Bate Lata, que já dura cinco anos. “Percebi que as crianças mal conheciam a música brasileira, e isso foi o mote inicial. Ao chegar no colégio, haviam muitos objetos, como latas, separados para serem jogados. Achei que eles poderiam ser usados como instrumentos musicais”, pontua Dario. Com o apoio do colégio, os objetos foram pintados e lavados para o novo uso.
Acompanhando a turma, composta de alunos entre 10 a 14 anos, o professor toca ritmos como chorinho, samba e maracatu. Pode-se ouvir o som de longe, mas os vizinhos não reclamam do barulho. “Na vizinhança só tem fábrica. Se fossem residências, o projeto não aconteceria, porque aqui o silêncio deve ser preservado.”
Sobre seu grupo de pagode, ele diz “Toda semana vou a Tokyo tocar com meu grupo para um público em sua maioria de japoneses”. Mesmo com um trabalho de tanta repercussão e de gostar de morar no Japão, o músico diz que ainda pretende voltar ao Brasil. “Quero voltar porque, embora eu faça um trabalho legal aqui, sinto falta da nossa cultura, que é bem diferente”, finaliza.
fonte e foto: Tudo Bem Online





