A frase é do músico e arranjador Tom Zé, baiano de Irará, prestes a receber o Prêmio Shell de música de 2007, no Bate-Papo UOL, com o jornalista Marcelo Tass. Para entender o contexto, a declaração dele foi assim:
“Não sou gênio. Sou japonês. Sou daqueles que precisa estudar muito para passar no vestibular. Caetano e Gil são gênios e fazem canções com uma facilidade incrível. Para que eu componha seis compassos, sofro muito e preciso de bastante disciplina.”
Na seqüência da conversa, uma internauta perguntou como é o ritmo de trabalho dele e mais uma vez, mui modestamente, Tom Zé responde “uma coisa é comum, mesmo uma pessoa que foi batizada pelo gênio se não fizer o trabalho será como aquele pessoal que se queixa que a sua música é boa, mas não toca porque não é música de novela. No Brasil parece que a queixa põe as pessoas em uma patamar superior. Eu trabalho em uma coisa durante a semana e quando tem algo que está parado eu faço mais de uma coisa ao mesmo tempo. Neste último disco eu fiquei um ano e meio só fazendo ele…”, reafirmando o valor da disciplina e dedicação.
Talvez Tom Zé, além de se dizer japonês pela disciplina, possa ser considerado japonês pela modéstia. Genial, Tom Zé!

Tom Zé no Bate-Papo UOL
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