
São Paulo é assim, toda parada às seis da tarde. Mas às vezes o trânsito pesado pode ser visto como uma benção, ou no mínimo como uma ótima oportunidade de descobrir interessantes histórias sobre aquele que te conduz.
O simpático taxista Fred que me acompanhou na subida da Rebouças começou a falar sobre o trânsito, sobre a paradeira do corredor de ônibus, sobre a necessidade de mais transporte público… e logo estávamos falando sobre o trânsito das cidades japonesas!
Fred é marido da sansei Sayuri, que trabalha com estética e é pasteleira aos domingos. Fred foi tentar a sorte pelo Japão e depois de dois anos de muito trabalho duro, voltou apenas com a fluência na língua japonesa como prêmio. O resto, ficou por lá ou com os intermediários daqui. Fred conhece o Japão, mas nunca voltou à Pernambuco, de onde saiu antes de completar um ano de idade. Fred, Sim, é um de nossos brasileiros bem japas.




